terça-feira, maio 27, 2008

Movimento

O que tecemos tem aroma indistinto:
ora anseio, cheiro ácido de incertezas
ou no meio o sabor doce de cerejas
como o de rosas metido num vinho tinto.
O que sabemos tem a textura de estrelas:
ora brilhantes, densas, de calor intenso
ora enviando de longe mensagens belas
de quando à noite verdadeiramente penso
no pulsar do pálio e do peito aberto:
caminhando reto a um destino inconteste
trilhando o doce e provando o seco da amargura
não importando o pouco que fizeste:
estás vivo e pulsas, parado o sangue coagula!

Um comentário:

Lays por alCunha disse...

que o santo proteja desse peito aberto