sexta-feira, abril 04, 2008

O tempo e os batimentos

São sessenta batimentos por minuto. Certamente é a sua frequência agora, pois repousa e calmamente mira o texto para dele tirar sentido. Não há muito sentido nisso tudo. Viemos aqui e temos missões, trabalhos, estudos e possibilidades, mas não temos exatamente um sentido apropriado para a experiência de vida que não ela mesma.

Da mesma forma fizeram um minuto ter sessenta segundos. É uma possibilidade, afinal ninguém disse que o tempo é algo fixo, que pode ser efetivamente determinado a partir de pulsos. O coração não é confiável, já que os grandes cientistas parecem confiar apenas nos pulsos de átomos radioativos de césio quando se trata de precisão em medir o tempo.

A mente às vezes nos prega algumas peças. Quando o coração bate mais rápido, o tempo se move mais devagar. Num único minuto surgem cento e vinte batimentos. A viagem no tempo é acessível para nossos corações e mentes, bastando apenas acelerarmos ou retrairmos o coração.

O movimento de acelerar permite que concluamos muito mais coisas em menos tempo. É como se o dia se expandisse. Há na literatura uma série de histórias heróicas que demonstram que, para o herói, nada é impossível.

Os doze trabalhos de Hércules dão conta de outros sistemas arquetípicos dodecimais. Ele enfrenta cada uma das provas na ordem mitológica dos signos dos zodíacos. E vai se sobressaindo em todas, porque Hércules representa o Sol e as doze tarefas os doze signos pelos quais o Sol vai exercendo a sua viagem.

Uma viagem de bilhões de anos na nossa concepção. Quando escreveram um livro chamado Bereshit, o grande motivo desse livro era responder à pergunta: "De onde viemos?". Ora, de um Criador. Tão grandioso que cria a dor e a cura ao mesmo tempo. E faz as coisas aos pares a partir de como as coisas estão. O nome grego dado ao livro mais tarde, Genesis, dá conta de que a cultura tem lá os seus meandros, mas que, no fim, essa longa história tem sido contada há muito tempo por muitos povos de toda a História.

Ele usou seis dias. Em cada um deles foi criando oposições. Às trevas, que já estavam lá, opôs com a luz. O vazio com os planetas. Os planetas com oceanos e terras. As terras com pradarias e florestas. E assim foi construindo as coisas aos pares, até chegar no homem e na mulher.

Na física quântica é sabido que não há experiência que não seja interferida pelos olhos do experimentador. Sabendo disso, o grande Criador colocou nos seres viventes algumas proporções em comum, uma grande célula da vida que permite a reprodução contínua e perpetuação e dotou-nos de um livre-arbítrio poderoso, mas tão poderoso que, muitas vezes, torna-nos capazes de arbitrariedades esdrúxulas em nome de fanatismos desnecessários.

Mas fez-nos capazes de sentir pulsar logo abaixo do esterno a vibrante mansão de quatro salas que faz ventilar o líquido da vida para toda parte.

E isso, como a partícula-onda que o pesquisador vê e não-vê, é uma daquelas verdades que não é nada difícil de experimentar.

Basta fechar os olhos e aprofundar-se em si mesmo. Sentir o coração cair em sua frequência e repousar. O tempo irá ser mais rápido. As horas passarão de forma mais tranquila, pois os minutos chegarão aos trinta segundos. Nossa atitude estará tranquila, mas estaremos vigorosamente despertos e capazes de ter grandes pensamentos, grandes idéias. E essas nos abastecem de energia para fazermos o que há de mais vigoroso no Universo: levantar firmes construções de virtudes no curto tempo-espaço que a nós foi dado.

Um comentário:

William WWW disse...

Ontem assisti novamente um filme de ficção-comédia que é baseado do livro homônimo chamado Guia do Mochileiro das Galáxias e ao ler seu texto me veio à mente a primeira revelação ao terráqueo: - O tempo é ilusão!

Abraços