quinta-feira, agosto 10, 2006

Pelas espirais

A coluna vertebral do feto cresce em uma espiral, contínua em todas as formas de vida. Somos condenados ao eterno girar do planeta em torno do Sol e de nosso Sol em torno do buraco negro do centro da via-láctea. É de se esperar que a gravidade interfira no equilíbrio e na manutenção de todo o universo.

Giramos. E a política do giro de nossa galáxia traz para toda a natureza a aptidão de girar. O compasso do espírito une-se ao corpo no bailar dos dançarinos do gelo. O balé tem como um dos movimentos mais difíceis o giro da bailarina na ponta dos pés, controlado e equilibrado, com diferentes velocidades de acordo com a abertura dos braços.

Da mesma forma o lutador de capoeira é capaz de girar rapidamente e esquivar-se de seu adversário utilizando a vantagem do giro do corpo como forma de surpreender pela velocidade.

O movimento universal do giro de tudo aparece quando a água desce pelo ralo. No hemisfério norte, a espiral gira para o lado inverso do hemisfério sul graças à atração da gravidade. Não apenas da gravidade do centro do planeta, mas também da gravidade do centro da galáxia.

A relatividade das duas estruturas pode ser melhor compreendida à medida em que estudamos o fenômeno do acompanhamento do buraco negro no centro de nossa galáxia. Nas últimas observações, percebeu-se que o buraco negro movimenta-se muito mais rápido do que imaginávamos. Da mesma forma, a nossa galáxia se movimenta e a relatividade do movimento de nosso planeta dentro dela segue as mesmas regras em nossa galáxia.

Se a espiral da Via Láctea é o molde de nosso universo possível, temos que a vida, disposta por esse equilíbrio harmônico e pela atração central de um objeto maior de grande força, nada mais é do que fruto dessa regra inicial da constituição de nosso canto do Universo. Da mesma forma, o equilíbrio da mesma estrutura do formato de nossa galáxia está presente em toda a natureza, influenciando as formas de vida e as estruturas de gravidade que permitem a vida.

Temos que os átomos atraem-se mutuamente de acordo com as reações químicas possíveis. A manutenção de dois átomos unidos dá-se de acordo com a energia de coesão presente nos elétrons, que promovem a união harmônica da matéria na promoção de diferentes substâncias com as mais diversas propriedades.

A vida não poderia existir não fosse a coesão única e de forma harmônica com o universo presente nos seres de nosso planeta. A natureza busca o equilíbrio, e o faz das formas mais radicais e com as experiências mais fantásticas. No entanto percebe-se que há uma coisa comum em toda a natureza, uma experiência única e primordial: a força de atração das massas pela gravidade e pelo magnetismo.

O mesmo magnetismo que permite ao nosso veículo espacial essa viagem ao centro da Via Láctea está aí representando por uma proporção de equilíbrio única e específica. Leonardo Da Vinci certa vez debruçou-se sobre um caramujo. A espiral dele era incrível, e reduzia a uma proporção única e específica. A mesma proporção presente na harmonia dos seres vivos e das construções.

Daí temos o número Φ (1,618 phi), em conjunto com o número Π (pi 3,14) na constituição do equilíbrio harmônico da natureza.

Temos, então, que analisar a vida humana nesse planeta. Dado que somos afeitos a experiências únicas de vida, religiosas e mercadológicas, nos mais diversos cantos do planeta, temos uma desunião que compromete o equilíbrio e a disponibilidade dos recursos.

Dado que conhecemos o equilíbrio proporcional da natureza, observável em todos os cantos em que olhamos, acredito que devamos buscar o equilíbrio social em nome de uma vida de paz. Para isso será necessário que cada ser humana entenda perfeitamente o seu papel nesta Terra e que saiba atuar nela para encontrarmos todos o melhor destino.

Um comentário:

Daniel Seretchuck disse...

ola Leo

muito legal esse blog
ja favoritei ele

com tempo, vou lendo os textos.

ótima semana pra vc