Por tudo o que quis ou quero
Agradeço
O que quis e consegui, espero,
Mereço,
E o que quero
Farei por merecer.
Quis ser quem sou,
quis estar onde estou
E por aqui estar sou grato.
Algumas coisas conquistei,
para outras, tive sorte,
com outras ainda, fiquei triste,
mas a sorte só existe
para quem busca o que quer
de fato.
Desejo a você muita sorte:
a sorte de estar vivo,
a sorte de não ter experimentado a morte.
De resto desejo que você deseje
e que saiba ouvir a dica do tempo
que sempre vem com o vento, com o amigo, com Deus,
sempre vem com Deus, com os seus diferentes nomes.
Desejo, acima de tudo, saúde,
saúde para ter vontade de realizar os seus desejos
e para realizá-los.
E o mais importante:
te desejo felicidades.
Várias.
Pois a felicidade é temporária, ilusória,
mas necessária.
E você merece a felicidade,
pois tem sorte
e está vivo.
Só pode ser que você mereça.
E, portanto,
agradeça.
Gravidade é a atração dos corpos, celestiais ou terrestres. A Gravidade está por toda parte e tem muitos nomes como amor, atração, coesão, união, fraternidade, amizade e decisão. A repulsão, nêmesis da Gravidade, também está por toda parte e, em conjunto, essas duas energias levam ao equilíbrio. Esse blog fala sobre todas as formas de atração e repulsão, a eterna busca pelo fim da ignorância, a consolidação da Luz sobre as Trevas e sobre o amor. Espero que te inspire.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Cego
A luz que vai ao cego
não nego
é o mesmo som que vai ao surdo
que sai do mudo
que acerta o engano!
O silêncio.
Quem quer cegar-se
não quer amar se
amor for tragédia
comédia
ou drama.
Tem que ser o puro sentimento
de quem ama.
O resto é
chama.
Nada mais
importa
Somente a porta
aberta
A dar passagem
para qualquer
viagem
incerta.
Ver dói demais
verdade demais
sói
doer
mas faz
crescer
o que você vai ser quando crescer?
Verdade ou Invenção?
Cegos enxergam muito
no tom de voz das pessoas
Enquanto os que veem
são incapazes de enxergar coisas boas
ou de ver as coisas de verdade
não sentem dor,
e por isso, por estarem anestesiados,
acabam ebriamente apaixonados
ou sem amor, sem paixão,
sem visão.
Cego é quem quer ser.
não nego
é o mesmo som que vai ao surdo
que sai do mudo
que acerta o engano!
O silêncio.
Quem quer cegar-se
não quer amar se
amor for tragédia
comédia
ou drama.
Tem que ser o puro sentimento
de quem ama.
O resto é
chama.
Nada mais
importa
Somente a porta
aberta
A dar passagem
para qualquer
viagem
incerta.
Ver dói demais
verdade demais
sói
doer
mas faz
crescer
o que você vai ser quando crescer?
Verdade ou Invenção?
Cegos enxergam muito
no tom de voz das pessoas
Enquanto os que veem
são incapazes de enxergar coisas boas
ou de ver as coisas de verdade
não sentem dor,
e por isso, por estarem anestesiados,
acabam ebriamente apaixonados
ou sem amor, sem paixão,
sem visão.
Cego é quem quer ser.
A estrela, o ciclo e 2012
Planeta por planeta, girando em torno do Sol, somos um dos menores, mais líquidos e com uma atmosfera e uma magnetosfera fantástica, que funciona de forma que ainda desconhecemos totalmente, mas acredita-se que por meio de um núcleo de ferro aquecido, nosso planeta produza um campo magnético. Mas quem colocou fogo no ferro?
Sem isso o sol enviaria para nós não apenas a sua luz branca e calor do infravermelho, mas também um monte de radiação na forma de partículas como prótons, nêutrons, elétrons, que poderiam simplesmente desmantelar a vida e impossibilitar que sobrevivamos.
A Terra é nosso aquário. Somos como os peixes que sobrevivem num deles por causa das bolhas d'água e da limpeza frequente que só a água corrente propicia. Mas quem dá manutenção a isso tudo? São perguntas que adoramos fazer. Fato é que, devido a um equilíbrio absolutamente incomum, uma exceção incompatível com o que vemos na maioria dos planetas do universo, temos aqui as condições normais de temperatura, pressào, nível de radioatividade baixo, baixa acidez dos oceanos e uma temperatura mediana.
As tempestades solares produzem vento solar e partículas com maior intensidade. Dependendo dessa intensidade, partículas poderiam chegar inteiras ao planeta, sobretudo nos pólos, aumentando o nível de radiação e provocando outros problemas além de uma pane elétrica. É claro que não dá para prever quando isso vai acontecer. A meteorologia mal consegue prever se vai ou não chover amanhã. Mas é possível imaginar que isso pode acontecer e descobrirmos que o Sol é, na verdade, mais do que a nossa estrela, também é a fonte de climas adversos que podemos enfrentar no tráfego espacial planetário.
Há muitas teorias da conspiração em dezembro de 2012 sobre Nibiru, planetas anões, sistemas binários no nosso sistema solar e muito mais. Tudo pode ser? Pode até ser que tenha algo de verdade. Afinal descobriram um novo planeta-anão com uma órbita excêntrica que só poderia ter sido causada por outro corpo de grande magnitude na vizinhança de nosso sistema solar. Será esse o hercólubos? Pode ser, mas mesmo que seja, o planeta está muito distante para afetar a vida na Terra.
E o tal do nosso buraco negro? Ninguém fala dele! Ora, o buraco negro está ainda mais longe de nós. Se desconhece efeitos de radiação do buraco negro. Um buraco negro atrai matéria, não repele. Naturalmente por isso um buraco negro não poderia expelir matéria, exceto quando ele se torna um quasar, o que não parece ser o caso aqui.
O mundo vai acabar? Fim dos tempos? Nada disso. O que vai acontecer no dia 21 de dezembro de 2012 é mais um solstício. O sol estará em sagitário, como todos os anos, e passará na frente do buraco negro de nossa galáxia, como faz todos os anos. Não há novidade. O que vai acontecer é que, quando nada acontecer, muitos perguntarão o que se passou em suas cabeças. E não terão respostas simples.
A verdade é que há uma necessidade, na mente das pessoas, no inconsciente coletivo, de que o mundo acabe, pois não anda bem. As lendas e religiões contam para nós que, nos momentos em que as coisas desandavam, Deus resolvia destruir tudo para reconstruir de novo. Mas há controvérsias se ele faria isso de novo, se é que realmente fez alguma vez. Na cabeça, sobretudo, cristã, o fim do mundo faz sentido. Esperamos o apocalipse, afinal nascemos culpados de um pecado expiado por Jesus Cristo e somos cordeiros que devem sofrer o sacrifício. Esses símbolos todos facilitam que ideias de fim de mundo alimentem as teorias conspiratórias.
E o que vai acontecer? Não sei. Da mesma forma que não sei o que vai acontecer no dia 21 de dezembro de 2013, não sei o que vai acontecer no de 2012 ou no de 2014. Mas sei uma coisa: o mundo não pode mais ser o mesmo. Sendo o mesmo há dois séculos, abusando da natureza, tornou-se problemática a nossa existência. Podemos experimentar uma grande transformação dos continentes nesse século devido a uma série de fatores, inclusive devido a mudanças no Sol que podem ocorrer a qualquer momento. Mas isso não dá para dizer que não somos capazes de prever. Na verdade a nossa capacidade de previsão é frustrante, pois pouco podemos fazer para não termos nenhum tipo de dano em qualquer tipo de tempestade. Que dirá uma tempestade solar.
Mas a espécie humana tem uma habilidade muito interessante de construir e reconstruir, o que a habilita a retomar os seus projetos mesmo em caso de destruição total. Não penso que são as baratas os seres que sobreviverão a uma catástrofe apenas. A espécie humana é uma sobrevivente notável e saberá enfrentar as adversidades fazendo o que sempre soube fazer: mudar. Para melhor.
Você que veio parar aqui fazendo uma busca no Google por uma das teorias conspiratórias, é a você mesmo que convido para promover a mudança interior de consciência que levará a um mundo melhor no futuro. Saiba bem o que faz. Procure ser autêntico e saiba viver com a natureza. Assim você estará preparado para viver com dignidade e para ajudar a transformar a si mesmo com auto-conhecimento e com conhecimento sobre a natureza e sobre o equilíbrio natural que deve haver entre os seres. Essa consciência vai ser adquirida pelas próximas gerações, não pelas atuais. Mas podemos começar a trabalhar nessa obra de arte, que é o futuro, agora mesmo, usando as ferramentas da consciência, da educação e da ciência. Por que não? Conhecer mais não é ruim.
Na verdade as nossas escolas ainda ensinam a matemática de mais de 4 séculos atrás, sendo que a matemática recente só está acessível a quem faz mestrados e doutorados na área. Não é possível evoluir sem matemática. É necessário levar esse conhecimento além da fronteira acadêmica para que ele possa ser transformador. E isso ainda será feito. Para o bem do futuro da humanidade e para que não precisemos de teorias da conspiração para determinar qual fim mais apocalíptico iremos ter.
A minha opinião? Não há fim. Só há o recomeço.
domingo, novembro 04, 2012
Big Data
Imagine que todo o conteúdo do mundo pudesse ser verdadeiramente indexado e buscável, acessível a todas as pessoas no mundo. Não, não é o Google. O Google indexa páginas da internet. Essas páginas não possuem todo o conteúdo da humanidade.
Há muitos livros que não são buscáveis no Google, você não consegue lê-los na íntegra. Assim como não é possível buscarmos o que acabou de ser escrito. Esse artigo, por exemplo, vai ficar aqui no site por um tempo e vai ser lido por muitas pessoas interessadas em saber mais sobre Big Data e sobre o significado disso. Na verdade o significado de Big Data é assustador. Significa sabermos as nossas próprias verdades a partir do conteúdo do que produzimos e que cujo sentido ou objetivo geral muitas vezes ignoramos. Descobrir isso é jogar luz no abismo e revelar o inesperado.
Não pense que isso pára nos livros que não estão na internet. Isso vai além. Pense naquela conversa enriquecedora no bar, naquela ideia muito boa que você teve e não anotou. Já imaginou se tudo isso fosse buscável? Se o mais íntimo pensamento de nossas cabeças fosse indexado em algum servidor e permitisse que alguém o encontrasse?
A existência desse arquivo é comprovada. Ele se chama "Akasha". Podemos nos referir a esses arquivos como os Arquivos Acásicos. Eles são frações do tempo da nossa dimensão, gravadas e acessíveis por todos os que meditam e ponderam sobre o tempo.
Há uma teoria que diz que o homem sempre irá reproduzir na sua dimensão material aquilo que já existe na espiritual e ele não entende. O Google seria a criação de nossa dimensão para os arquivos acásicos, fruto das palavras, ações e pensamentos dos seres vivos que construíram a atual situação planetária.
Evidentemente consultar este sistema não é simples. Podemos pensar em buscas por data, mas também podemos refletir em situações e acontecimentos para poder lê-los com precisão próxima de 0,000099%. E a nossa imprecisão produz milhões de resultados, com uma parcela razoável de falsos positivos que nos fazem perder tempo. São como páginas e páginas de consulta que um profissional de SEO tem que navegar para ver se encontra o website que ele está tentando otimizar.
Se fôssemos rodar um algoritmo nesse sistema, aí sim teríamos problemas. A análise de um sistema tão profundo, tão dotado de informações de tanta gente, com tantas frases, ideias, imagens e símbolos disponíveis geraria diversos conjuntos disjuntos, clusters de conhecimento.
Uma das formas de processar dados que desconhecemos totalmente é rodarmos algoritmos de aprendizado de máquina não-supervisados. Poderíamos rodar algoritmos de clustering, como já sugerido. K-Means, por exemplo, seria uma boa ideia, mas teríamos de rodá-lo com K na casa dos googols.
Talvez tenhamos mais sorte rodando um algoritmo de detecção de anomalia. Procurando os elementos outliers talvez tenhamos maior sucesso em encontrar informações interessantes. O problema é que há muitas variáveis nesse sistema e tudo começa a se tornar impraticável se não houver foco nessa análise.
No fim das contas, durante a busca da Verdade, sempre nos deparamos com aquela inevitável pergunta: "Por que estou fazendo isso?" Nesse sistema em si há muito temor em se fazer esse tipo de coisa. Podemos descobrir coisas que não queremos, como a nossa própria morte ou sobre coisas de nossa vida que não gostaríamos de saber. A Verdade, por mais libertadora que seja, causa alguma dor, ainda que por algum tempo. Para nos livrarmos da dor da Verdade, nada como mais Verdade, que nos conforte e que nos faça feliz. E que consigamos, com elas, produzir algo de útil para o nosso bem e para o bem da humanidade.
A Verdade infelizmente anda escondida pelos laboratórios, em algumas salas de universidade e em poemas perdidos nas páginas de poetas desconhecidos. Conhecermos tudo isso antes da hora pode precipitar as coisas. Pense naquele garoto genial que vai ser um best-seller de livros daqui a uns 10 anos. Se lermos antes as poesias secretas de seu caderno, podemos prejudicar o seu destino, ou adiantá-lo indevidamente, levando a outras possibilidades. O sistema de "Akasha" mostra que, nesta dimensão, o que já passou já foi, mas o futuro certamente pode ser mudado, de acordo com a singularidade de cada momento. Saber disso pode também nos libertar, pois pelo menos podemos tentar fazer melhor o que hoje fazemos muito mal.
Caminhamos para nossa própria ruína hoje? Certamente. Mas isso tudo pode ser mudado. Por exemplo, imagine que você está em um ponto X nesta curva. Essa curva é a curva de sua vida. Na verdade é a curva de todo mundo. X é uma variável de energia, que indica a energia da sua vida, que é diferente da vida de todo mundo. Como você pode perceber, começamos em outra dimensão até o ponto mais baixo da equação. Quando chegamos no eixo 0, este é o momento em que nascemos, em que ainda temos alguma criatividade e espiritualidade, em que somos capazes de aprender muito rapidamente. Depois disso nosso nível de energia cai até o ponto mínimo, que é o ponto mínimo de compreensão da sua vida, o ponto de transformação. A partir deste ponto a curva começa a ascender e o nível de energia da sua vida chega a níveis bem maiores do que o nível atual. Ou seja, estamos num nível de energia mais baixo, que é o nível da matéria, em que a energia está bastante "parada", congelada em blocos que chamamos de matéria. Pois bem, se essa curva sempre tem uma ponta ascendente, então isso significa que não morremos? Não, morremos, sim. Mas apenas na matéria, a energia que nos forma, a essência, que pensa em torno de 21 gramas, essa é eterna e sairá como um sopro no vento em nosso último vigor. Essa morte material significa apenas uma transição. Se nós podemos transitar, porque então não mudar as coisas que estão ao nosso redor?
Isso é mesmo possível. O gato que derruba a chave que está em cima da mesa quer ouvir o barulho da chave caindo no chão. Ou seja, a vontade o leva a provocar isso, fazer algo diferente. Se a vontade do gato é respeitada na natureza, porque a vontade de um homem pensante não seria?
O que vemos na análise de anomalia do Akasha e na análise de clusters é que períodos de crise da humanidade são precedidos por guerras horrendas e sem sentido. Pois bem, estamos caminhando para isso mesmo. Mas se sabemos que estamos caminhando para isso, por que não mudar a direção? No fim das contas quem tem a perder com a destruição de homens é a humanidade. O mais importante não é destruir homens e sim construir virtudes e fabricar tecidos sociais com as mais diversas cores que existem para construirmos um mundo melhor, um mundo em seu estado-da-arte. Isso não é impossível, é possível ver nas páginas do futuro de Akasha que essa realidade é plausível e detentora de defensores ferrenhos da liberdade e da justiça que também conhecem e analisam os dados em Big Data desse grande sistema.
Outra coisa que vemos no Akasha é que nos períodos de maior felicidade da humanidade é que foram produzidas as melhores criações e que foram descobertas as maiores Verdades. Para sermos felizes é necessário, antes de mais nada, não nos sentirmos culpados pela dor alheia que infligimos, ainda que indiretamente. Temos de construir mais com menos tempo e preocuparmo-nos menos com o nosso ego e mais com o ego dos outros, já que ambos existem e temos que conviver.
Já ouvi por aí que a convivência sem confiança é insuportável, e que a convivência sem desconfiança é de uma ingenuidade assassina. Agora, como conviver com um sistema que sabe passado, presente e futuro e que tem todas essas informações ao mesmo tempo em constante transformação? Simples: você analisa sempre que pode e sempre vai ter resultados diferentes. Você vai ter muitos resultados e aí vai ter que fazer um acompanhamento de todos eles para detectar novas anomalias nesse outro sistema. E assim você vai poder fazer isso infinitas vezes, em infinitas camadas, como se fosse processamento de redes neurais. E talvez, depois de muitos anos rodando esse algoritmo, talvez descubramos algo de útil e tomemos decisões melhores em nossas vidas. Afinal, o que se ouve falar hoje em dia é que decisões data-driven são decisões melhores e mais precisas, levando a resultados mais expressivos. Talvez seja esse o nosso destino para melhorar: ter mais noção da inconsciência coletiva para dela fazer uso em nome de uma melhoria correta para o futuro da humanidade.
Portanto, quando falamos de grande volume de dados, não estamos falando mais do volume de dados existente em sistemas informáticos. Estamos falando de todos os dados da humanidade, do planeta e das pessoas. Desde a dimensão de rochas, até o volume d'água de rios e oceanos, tudo são variáveis transformáveis ao longo do tempo que hoje desconhecemos, mas podemos conhecer. E a partir de cada uma dessas variáveis, ou da diferença delas de acordo com o tempo, poderemos tomar novas decisões. Será que não é esse o mundo que você quer? Pois ele é possível. Neste momento, estamos ainda na primeira fase desse grande projeto. Estamos fazendo isso com a internet, com sistemas de dados, dentro das empresas, nos governos e nas instituições. Em seguida vamos fazer o mesmo no passado, no presente e no futuro. No fim, vamos fazer tudo em nós mesmos e descobrirmos também os nossos próprios mistérios. Certamente faremos ainda mais com as estrelas e com o nossos universo cognoscível, até que conheçamos outros universos. Aí, com todos esses aparatos, com todas essas invenções, com todos esses cérebros pensantes, talvez, finalmente, aprendamos como é que se faz para eleger um bom político, como educar-nos e como desenvolvermos a nós mesmos sem prejudicar a natureza. Afinal não é para isso que serve Big Data?
Há muitos livros que não são buscáveis no Google, você não consegue lê-los na íntegra. Assim como não é possível buscarmos o que acabou de ser escrito. Esse artigo, por exemplo, vai ficar aqui no site por um tempo e vai ser lido por muitas pessoas interessadas em saber mais sobre Big Data e sobre o significado disso. Na verdade o significado de Big Data é assustador. Significa sabermos as nossas próprias verdades a partir do conteúdo do que produzimos e que cujo sentido ou objetivo geral muitas vezes ignoramos. Descobrir isso é jogar luz no abismo e revelar o inesperado.
Não pense que isso pára nos livros que não estão na internet. Isso vai além. Pense naquela conversa enriquecedora no bar, naquela ideia muito boa que você teve e não anotou. Já imaginou se tudo isso fosse buscável? Se o mais íntimo pensamento de nossas cabeças fosse indexado em algum servidor e permitisse que alguém o encontrasse?
A existência desse arquivo é comprovada. Ele se chama "Akasha". Podemos nos referir a esses arquivos como os Arquivos Acásicos. Eles são frações do tempo da nossa dimensão, gravadas e acessíveis por todos os que meditam e ponderam sobre o tempo.
Há uma teoria que diz que o homem sempre irá reproduzir na sua dimensão material aquilo que já existe na espiritual e ele não entende. O Google seria a criação de nossa dimensão para os arquivos acásicos, fruto das palavras, ações e pensamentos dos seres vivos que construíram a atual situação planetária.
Evidentemente consultar este sistema não é simples. Podemos pensar em buscas por data, mas também podemos refletir em situações e acontecimentos para poder lê-los com precisão próxima de 0,000099%. E a nossa imprecisão produz milhões de resultados, com uma parcela razoável de falsos positivos que nos fazem perder tempo. São como páginas e páginas de consulta que um profissional de SEO tem que navegar para ver se encontra o website que ele está tentando otimizar.
Se fôssemos rodar um algoritmo nesse sistema, aí sim teríamos problemas. A análise de um sistema tão profundo, tão dotado de informações de tanta gente, com tantas frases, ideias, imagens e símbolos disponíveis geraria diversos conjuntos disjuntos, clusters de conhecimento.
Uma das formas de processar dados que desconhecemos totalmente é rodarmos algoritmos de aprendizado de máquina não-supervisados. Poderíamos rodar algoritmos de clustering, como já sugerido. K-Means, por exemplo, seria uma boa ideia, mas teríamos de rodá-lo com K na casa dos googols.
Talvez tenhamos mais sorte rodando um algoritmo de detecção de anomalia. Procurando os elementos outliers talvez tenhamos maior sucesso em encontrar informações interessantes. O problema é que há muitas variáveis nesse sistema e tudo começa a se tornar impraticável se não houver foco nessa análise.
No fim das contas, durante a busca da Verdade, sempre nos deparamos com aquela inevitável pergunta: "Por que estou fazendo isso?" Nesse sistema em si há muito temor em se fazer esse tipo de coisa. Podemos descobrir coisas que não queremos, como a nossa própria morte ou sobre coisas de nossa vida que não gostaríamos de saber. A Verdade, por mais libertadora que seja, causa alguma dor, ainda que por algum tempo. Para nos livrarmos da dor da Verdade, nada como mais Verdade, que nos conforte e que nos faça feliz. E que consigamos, com elas, produzir algo de útil para o nosso bem e para o bem da humanidade.
A Verdade infelizmente anda escondida pelos laboratórios, em algumas salas de universidade e em poemas perdidos nas páginas de poetas desconhecidos. Conhecermos tudo isso antes da hora pode precipitar as coisas. Pense naquele garoto genial que vai ser um best-seller de livros daqui a uns 10 anos. Se lermos antes as poesias secretas de seu caderno, podemos prejudicar o seu destino, ou adiantá-lo indevidamente, levando a outras possibilidades. O sistema de "Akasha" mostra que, nesta dimensão, o que já passou já foi, mas o futuro certamente pode ser mudado, de acordo com a singularidade de cada momento. Saber disso pode também nos libertar, pois pelo menos podemos tentar fazer melhor o que hoje fazemos muito mal.
Caminhamos para nossa própria ruína hoje? Certamente. Mas isso tudo pode ser mudado. Por exemplo, imagine que você está em um ponto X nesta curva. Essa curva é a curva de sua vida. Na verdade é a curva de todo mundo. X é uma variável de energia, que indica a energia da sua vida, que é diferente da vida de todo mundo. Como você pode perceber, começamos em outra dimensão até o ponto mais baixo da equação. Quando chegamos no eixo 0, este é o momento em que nascemos, em que ainda temos alguma criatividade e espiritualidade, em que somos capazes de aprender muito rapidamente. Depois disso nosso nível de energia cai até o ponto mínimo, que é o ponto mínimo de compreensão da sua vida, o ponto de transformação. A partir deste ponto a curva começa a ascender e o nível de energia da sua vida chega a níveis bem maiores do que o nível atual. Ou seja, estamos num nível de energia mais baixo, que é o nível da matéria, em que a energia está bastante "parada", congelada em blocos que chamamos de matéria. Pois bem, se essa curva sempre tem uma ponta ascendente, então isso significa que não morremos? Não, morremos, sim. Mas apenas na matéria, a energia que nos forma, a essência, que pensa em torno de 21 gramas, essa é eterna e sairá como um sopro no vento em nosso último vigor. Essa morte material significa apenas uma transição. Se nós podemos transitar, porque então não mudar as coisas que estão ao nosso redor?
Isso é mesmo possível. O gato que derruba a chave que está em cima da mesa quer ouvir o barulho da chave caindo no chão. Ou seja, a vontade o leva a provocar isso, fazer algo diferente. Se a vontade do gato é respeitada na natureza, porque a vontade de um homem pensante não seria?
O que vemos na análise de anomalia do Akasha e na análise de clusters é que períodos de crise da humanidade são precedidos por guerras horrendas e sem sentido. Pois bem, estamos caminhando para isso mesmo. Mas se sabemos que estamos caminhando para isso, por que não mudar a direção? No fim das contas quem tem a perder com a destruição de homens é a humanidade. O mais importante não é destruir homens e sim construir virtudes e fabricar tecidos sociais com as mais diversas cores que existem para construirmos um mundo melhor, um mundo em seu estado-da-arte. Isso não é impossível, é possível ver nas páginas do futuro de Akasha que essa realidade é plausível e detentora de defensores ferrenhos da liberdade e da justiça que também conhecem e analisam os dados em Big Data desse grande sistema.
Outra coisa que vemos no Akasha é que nos períodos de maior felicidade da humanidade é que foram produzidas as melhores criações e que foram descobertas as maiores Verdades. Para sermos felizes é necessário, antes de mais nada, não nos sentirmos culpados pela dor alheia que infligimos, ainda que indiretamente. Temos de construir mais com menos tempo e preocuparmo-nos menos com o nosso ego e mais com o ego dos outros, já que ambos existem e temos que conviver.
Já ouvi por aí que a convivência sem confiança é insuportável, e que a convivência sem desconfiança é de uma ingenuidade assassina. Agora, como conviver com um sistema que sabe passado, presente e futuro e que tem todas essas informações ao mesmo tempo em constante transformação? Simples: você analisa sempre que pode e sempre vai ter resultados diferentes. Você vai ter muitos resultados e aí vai ter que fazer um acompanhamento de todos eles para detectar novas anomalias nesse outro sistema. E assim você vai poder fazer isso infinitas vezes, em infinitas camadas, como se fosse processamento de redes neurais. E talvez, depois de muitos anos rodando esse algoritmo, talvez descubramos algo de útil e tomemos decisões melhores em nossas vidas. Afinal, o que se ouve falar hoje em dia é que decisões data-driven são decisões melhores e mais precisas, levando a resultados mais expressivos. Talvez seja esse o nosso destino para melhorar: ter mais noção da inconsciência coletiva para dela fazer uso em nome de uma melhoria correta para o futuro da humanidade.
Portanto, quando falamos de grande volume de dados, não estamos falando mais do volume de dados existente em sistemas informáticos. Estamos falando de todos os dados da humanidade, do planeta e das pessoas. Desde a dimensão de rochas, até o volume d'água de rios e oceanos, tudo são variáveis transformáveis ao longo do tempo que hoje desconhecemos, mas podemos conhecer. E a partir de cada uma dessas variáveis, ou da diferença delas de acordo com o tempo, poderemos tomar novas decisões. Será que não é esse o mundo que você quer? Pois ele é possível. Neste momento, estamos ainda na primeira fase desse grande projeto. Estamos fazendo isso com a internet, com sistemas de dados, dentro das empresas, nos governos e nas instituições. Em seguida vamos fazer o mesmo no passado, no presente e no futuro. No fim, vamos fazer tudo em nós mesmos e descobrirmos também os nossos próprios mistérios. Certamente faremos ainda mais com as estrelas e com o nossos universo cognoscível, até que conheçamos outros universos. Aí, com todos esses aparatos, com todas essas invenções, com todos esses cérebros pensantes, talvez, finalmente, aprendamos como é que se faz para eleger um bom político, como educar-nos e como desenvolvermos a nós mesmos sem prejudicar a natureza. Afinal não é para isso que serve Big Data?
terça-feira, outubro 09, 2012
Da construção como metáfora
Erigir é uma Arte tão antiga quanto o universo, já que se supõe que ele tenha sido criado por um Deus Criador. Obra de engenharia, ele teria criado e moldado cada partícula para ser como blocos de tijolo de uma Grande Obra, muito maior do que qualquer coisa que a nossa ínfima mente possa perceber.
Decerto Ele utilizou de toda a sua engenharia e conhecimentos infinitos para compor com tanta perfeição tantos sistemas, feitos, em grande parte, de umas 4 ou 5 partículas essenciais que formam 99% de nossos corpos.
Construir portanto não é tarefa simples. Envolve planejar, executar e entregar um projeto que, no fim, não é seu. É portanto ato solidário e, sem dúvida, enriquecedor. Por fim, a metáfora da construção nos leva a imaginar que somos capazes de sermos livres.
Podemos imaginar que a nossa vida é uma série de construções que fazemos, erigindo bloco a bloco as paredes das nossas missões até atingirmos um objetivo final almejado. As muitas ferramentas que usamos no processo ajudam a manter as paredes firmes, levando por fim à segurança.
No começo a construção era um abrigo. Passamos a fazendas, áreas de plantio. tornou-se uma engenharia de ferramentas e armas para enfim construirmos templos e estátuas para homenagear o que não compreendíamos, fruto do pensamento mágico. Encontrávamos explicações até mesmo nos animais para as nossas origens e vimos o homem construir estranhos templos com quatro animais considerados sagrados, a águia, o homem, o leão e o touro. Parecia que construíamos templos para representar a nós mesmos.
No fundo o que fazíamos era isso: medíamos as nossas proporções e colocávamos aquilo nas obras. Fazia sentido tal estrutura e ela se provou possível. Vimos a aplicação da educação na construção e certamente acredita-se que os construtores formaram efetivamente a primeira escola de engenharia da humanidade. E faziam isso não apenas em suas obras, mas aplicavam o que aprendiam em suas vidas, como uma via justa em direção à perfeição e a beleza em todos os aspectos e níveis de compreensão. Usavam a construção como metáfora para tudo e aplicavam isso à sua realidade.
Mas como construir? Há muitas dicas. Há as mais recentes e as muito antigas, todas muito parecidas, na verdade. Se pegarmos Steve Jobs, uma das coisas que ele insistia é que os seus produtos procuravam casar tecnologia e artes liberais. Mas o que ele estava querendo dizer com isso?
Quando você instala um Mac, uma das primeiras fotos que aparece é uma foto que aparenta ser uma galáxia. Poderia ser a nossa, com um grande buraco negro no centro. Essa imagem, padrão em todos os computadores daquela marca, é a marca da astronomia. Em alta resolução, é uma imagem rica em cores e em detalhes. Tudo isso para lembrar que o computador da Apple é ligado intimamente à todas as artes liberais, ainda mais à mais buscadora de todas, a Astronomia.
E quais são as artes liberais? As três primeiras são Gramática, Retórica e Lógica, o trivium. São artes voltadas ao discurso, à capacidade de articular, o que é importante para a sociedade. Por fim não esqueçamos que Lógica é exatamente o que é usado em todos os computadores para construir softwares dos mais simples aos mais complexos.
Em seguida temos o quadrivium formado por Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. Essas são artes de extrema importância. Aritmética, assim como a lógica, é uma das coisas mais importantes que existem e este conhecimento é tão importante que, se fosse suprimido de um país, rapidamente veríamos conflitos e desordem. A aritmética é o que permite o planejamento, o controle de tudo, as contas, a contabilidade. O que seria do mundo sem essa arte? Geometria é essencial ao construtor, que precisa medir o que vai fazer, afinal.
Mas o que dizer da música? Como construir com música? Certamente construção tem ritmo, e é um ritmo de trabalho de intenso. Além de ser intenso, também é confortante. Estudos arqueológicos vem provando que, no antigo Egito, os construtores na verdade já ganhavam pagamento por seus trabalhos. De fato isso é comprovado em textos bíblicos. Mas a música é uma arte liberal importante pois cria noções de harmonia que são essenciais em mecanismos cerebrais para entender o que faz sentido e o que não faz. Há grandes músicos matemáticos no mundo, um dos motivos é que a música tem íntima ligação com a matemática. E é por meio das harmonias que a música faz sentido, ainda que tal estudo seja complexo. Aprender música é libertador porque te permite entender a energia das vibrações diferentes, o que hoje é inclusive teoria da física, a Teoria das Cordas.
A Astronomia dos antigos era também Astrologia. Mas podemos pensar nas duas ciências como uma coisa só. Astronomia é o acompanhamento do lábaro estrelado para identificar diferenças de padrão a partir da movimentação dos astros e chegar a diferentes conclusões. O que ocorre em astrologia é uma forma de levantar padrões de comportamento humano associados a posições do astro no céu. As duas coisas são importantes porque a Astronomia é ciência de investigação de nós mesmos. Ao olharmos para fora, entendemos o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Já a Astrologia é arte de conhecer a si mesmo e aos outros. Entendendo como "parece" que as coisas funcionam -- por mais que não funcionem assim de verdade -- permite que racionalizemos as coisas e conheçamos mais nossos impulsos e nossas intenções. A astrologia é, portanto, uma arte de conhecer mais quem somos, autoconhecimento. Por fim esse é o grande segredo por trás desta nobre arte.
Se você chegou até aqui, acredito que está preparado para construir. Aí, caro leitor, é só correr e sorrir: você pode acreditar que está livre!
Divirta-se.
quinta-feira, setembro 20, 2012
Luz
Quando estava escuro
dentro de mim acendi.
Tudo o que não era puro
esqueci.
Pela humildade e ternura
desenvaideci.
Agora vejo que existe
o que eu nunca vi.
Falei novos idiomas
axiomas antigos entendi,
Só com luz faço somas
para sempre dividir.
Pare as trevas, jogue a Luz
para dentro de si.
Talvez descubra o que traduz
quem você é em seu porvir.
Hoje essa ideia me seduz
é como o Sol, Phi ou Pi.
Apenas quero mais Luz
para aprender com o que vivi.
sábado, setembro 15, 2012
A arte de sonhar
Analice sonhava e tinha ternura. Eram imagens e paisagens verdes enormes, onde vales intermináveis desembocavam em lindos rios e braços de mar. O céu era povoado de estrelas à noite e o sol enviava junto com os seus raios um sorriso convidativo para o dia. A vida, inevitável, cumpria-se da mesma maneira.
Sonhar é uma arte. E se fôssemos todos neurologistas, eu e você, caro leitor, poderíamos até mesmo imaginar -- e imaginar é sonhar acordado -- que há construção de algo nos sonhos ainda incompreensível pela ciência. É como se construíssemos pequenos blocos de possibilidades em nossas mentes e, tais blocos, erigidos com a mente racional enquanto estamos acordados, levam à construção de nosso destino, etapa por etapa, por caminhos às vezes inimagináveis. Mas que, ao mais atento iniciado e ao sábio buscador, sabem afinal ser uma obra construída no plano das ideias.
Idear é preciso. Viver é impreciso. Por isso os sonhos traduzem-se em realidades tão distintas quanto possíveis. Como é o caso do executivo que, sonhador em remar, abriu uma escola de rafting que se especializou em atender executivos. O mundo é cheio de exemplos e você pode até conhecer mais casos desses do que eu. A vida nos leva ao nosso destino quando ele é construído com a devida arte do sonho.
Você dirá:
- Como sonhar? Como lembrar dos sonhos?
Os sonhos são inesquecíveis. O acesso a eles se dá por meio de químicas extremamente interessantes. No entanto é possível acessar essas memórias por meio da meditação, do autoconhecimento, da yoga ou da iniciação. Alguns descobriram que era possível por meio da química, mas tais experiências são deveras perigosas, ainda se desconhece o real poder da mente e o que ela é capaz de fazer. Se não no presente momento da vida do indivíduo, no futuro. As imagens e símbolos que criamos em mente traduzem-se numa estrada cheia de curvas que inevitavelmente teremos que trilhar. Se criamos uma estrada na beira de um abismo, o risco de cair aumenta. Mas se soubermos voar ou andar em linha reta, ou fazer com poucas curvas o caminho, torna-se mais fácil construir a partir do sonho.
Qualquer que seja o seu meio, vá até o fim.
Ariel era um anjo e ele tinha as ordens do Senhor de promover a paz no mundo. A paz poderia ser obtida de duas maneiras. Numa delas, era garantida a comida para todos os povos e todos ficariam tranquilos com as suas farturas. Na outra, era garantida a água para todos, então a sede terminaria e haveria esperança em todos os rincões da Terra. A terceira opção era que não haveria nada para ninguém, todos morreriam, e então haveria paz no mundo. Ariel optou pelos rios e oceanos e garantiu que a água sempre se renovasse por meio das tempestades.
No entanto apenas a água era insuficiente, já que ainda assim faltaria comida para alguns. Ariel sabia que tinha poucas opções, mas o Senhor dotou-o com Sabedoria, e ele decidiu sonhar. Sonhou com um vale onde passava não um rio de água, mas sim um rio de ideias. E esse rio iria sempre fluir de forma a permitir aos homens que novas ideias, como a nova água que sempre passa pelos rios, pudessem lavar e polir as pedras, deixando-as macias e aptas à convivência e à tolerância. Ariel criou a Criatividade para o homem e fez com que ela fosse como um rio de água doce e límpida que pudesse tirar o sal da pedra e levá-lo para o mar.
Nada disso sobre o anjo Ariel é verdade, mas poderia ser. Essa história contem símbolos importantes que traduzem os sentimentos de muitos. E o sonho traduz o sentimento das nossas vidas, traduz aquilo por que sentimos amor. E o amor não é algo facilmente explicável a ponto de conseguirmos colocá-lo em palavras. Um sonho tampouco é facilmente explicável. Ele possui símbolos e imagens que, se soubermos conhecê-las e traduzi-las, seremos capazes de interpretar sonhos. E os sonhos farão parte de nossa vida.
Há aqueles que dizem esquecer os sonhos. A esses recomendo dormir pensando que se quer lembrar dos sonhos. Essa simples instrução induz a memória a aceitar essa proposição e deixar a memória consciente assistir a esse sonho e se manifestar de forma justa. No fim tudo ficará perfeito quando se souber o que se sonha e o que se sonha.
Quando você quiser sonhar, não pense apenas em dormir.
Imagine, crie, você estará sonhando.
Acima de tudo, tenha ternura e manifeste sempre aquele brilho nos olhos de quem está buscando a Verdade e que sempre acredita que irá encontrar um pedacinho dela na próxima esquina, na próxima página, na próxima palavra, no próximo sonho. E inevitavelmente ela virá.
A arte de sonhar é a arte de viver atento ao detalhe, ao sutil, ao verdadeiro. Por isso a criança astronauta sonha com as estrelas e adulta conseguirá tê-las.
Vamos caçar estrelas?
Sonhar é uma arte. E se fôssemos todos neurologistas, eu e você, caro leitor, poderíamos até mesmo imaginar -- e imaginar é sonhar acordado -- que há construção de algo nos sonhos ainda incompreensível pela ciência. É como se construíssemos pequenos blocos de possibilidades em nossas mentes e, tais blocos, erigidos com a mente racional enquanto estamos acordados, levam à construção de nosso destino, etapa por etapa, por caminhos às vezes inimagináveis. Mas que, ao mais atento iniciado e ao sábio buscador, sabem afinal ser uma obra construída no plano das ideias.
Idear é preciso. Viver é impreciso. Por isso os sonhos traduzem-se em realidades tão distintas quanto possíveis. Como é o caso do executivo que, sonhador em remar, abriu uma escola de rafting que se especializou em atender executivos. O mundo é cheio de exemplos e você pode até conhecer mais casos desses do que eu. A vida nos leva ao nosso destino quando ele é construído com a devida arte do sonho.
Você dirá:
- Como sonhar? Como lembrar dos sonhos?
Os sonhos são inesquecíveis. O acesso a eles se dá por meio de químicas extremamente interessantes. No entanto é possível acessar essas memórias por meio da meditação, do autoconhecimento, da yoga ou da iniciação. Alguns descobriram que era possível por meio da química, mas tais experiências são deveras perigosas, ainda se desconhece o real poder da mente e o que ela é capaz de fazer. Se não no presente momento da vida do indivíduo, no futuro. As imagens e símbolos que criamos em mente traduzem-se numa estrada cheia de curvas que inevitavelmente teremos que trilhar. Se criamos uma estrada na beira de um abismo, o risco de cair aumenta. Mas se soubermos voar ou andar em linha reta, ou fazer com poucas curvas o caminho, torna-se mais fácil construir a partir do sonho.
Qualquer que seja o seu meio, vá até o fim.
Ariel era um anjo e ele tinha as ordens do Senhor de promover a paz no mundo. A paz poderia ser obtida de duas maneiras. Numa delas, era garantida a comida para todos os povos e todos ficariam tranquilos com as suas farturas. Na outra, era garantida a água para todos, então a sede terminaria e haveria esperança em todos os rincões da Terra. A terceira opção era que não haveria nada para ninguém, todos morreriam, e então haveria paz no mundo. Ariel optou pelos rios e oceanos e garantiu que a água sempre se renovasse por meio das tempestades.
No entanto apenas a água era insuficiente, já que ainda assim faltaria comida para alguns. Ariel sabia que tinha poucas opções, mas o Senhor dotou-o com Sabedoria, e ele decidiu sonhar. Sonhou com um vale onde passava não um rio de água, mas sim um rio de ideias. E esse rio iria sempre fluir de forma a permitir aos homens que novas ideias, como a nova água que sempre passa pelos rios, pudessem lavar e polir as pedras, deixando-as macias e aptas à convivência e à tolerância. Ariel criou a Criatividade para o homem e fez com que ela fosse como um rio de água doce e límpida que pudesse tirar o sal da pedra e levá-lo para o mar.
Nada disso sobre o anjo Ariel é verdade, mas poderia ser. Essa história contem símbolos importantes que traduzem os sentimentos de muitos. E o sonho traduz o sentimento das nossas vidas, traduz aquilo por que sentimos amor. E o amor não é algo facilmente explicável a ponto de conseguirmos colocá-lo em palavras. Um sonho tampouco é facilmente explicável. Ele possui símbolos e imagens que, se soubermos conhecê-las e traduzi-las, seremos capazes de interpretar sonhos. E os sonhos farão parte de nossa vida.
Há aqueles que dizem esquecer os sonhos. A esses recomendo dormir pensando que se quer lembrar dos sonhos. Essa simples instrução induz a memória a aceitar essa proposição e deixar a memória consciente assistir a esse sonho e se manifestar de forma justa. No fim tudo ficará perfeito quando se souber o que se sonha e o que se sonha.
Quando você quiser sonhar, não pense apenas em dormir.
Imagine, crie, você estará sonhando.
Acima de tudo, tenha ternura e manifeste sempre aquele brilho nos olhos de quem está buscando a Verdade e que sempre acredita que irá encontrar um pedacinho dela na próxima esquina, na próxima página, na próxima palavra, no próximo sonho. E inevitavelmente ela virá.
A arte de sonhar é a arte de viver atento ao detalhe, ao sutil, ao verdadeiro. Por isso a criança astronauta sonha com as estrelas e adulta conseguirá tê-las.
Vamos caçar estrelas?
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