Tome este beijo sobre a têmpora
e, partindo de ti agora,
muito a dizer nesta franca hora -
Você não está errado, quem diria
que meus sonhos têm sido o dia;
Ainda se a esperança fosse um açoite
em um dia, ou numa noite,
numa visão, ou em ninguém
É isso então o que está aquém?
Tudo o que vejo, tudo o que suponho
É só um sonho dentro de um sonho.
As ondas quebram e fico ao meio
de uma praia atormentada
e eu seguro em minhas mãos
uns grãos de areia dourada -
Quão poucos! E como se vão
Pelos meus dedos para o nada,
enquanto eu choro, enquanto eu choro!
Ó Deus! Eu Vos imploro:
Não posso mantê-los em minha teia?
Ó Deus! Posso eu proteger
das duras ondas um grão de areia?
Será que tudo o que vejo e suponho
É só um sonho dentro de um sonho?
Tradução: Leonardo Dias
Texto original (por Edgar Allan Poe)
A Dream Within A Dream
Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand-
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
Gravidade é a atração dos corpos, celestiais ou terrestres. A Gravidade está por toda parte e tem muitos nomes como amor, atração, coesão, união, fraternidade, amizade e decisão. A repulsão, nêmesis da Gravidade, também está por toda parte e, em conjunto, essas duas energias levam ao equilíbrio. Esse blog fala sobre todas as formas de atração e repulsão, a eterna busca pelo fim da ignorância, a consolidação da Luz sobre as Trevas e sobre o amor. Espero que te inspire.
quinta-feira, março 27, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Saber ousar
Calei-me. A voz subitamente faltou e utilizá-la não faria sentido senão fosse para resolver todos os problemas. E quando acabassem os meus, resolveria os do mundo, pois que não deveria haver outra razão de viver que não a de resolver conflitos.
Posto isso, confabulei e conspirei para resolver situações que antes não tivesse resolvido. Gerei novos conflitos por querer destrinchar trincheiras de guerras imortais. Há seres dotados de amor e seres dotados de desamor, que confundem isso com desapego às pessoas -- ainda que traduzido em apego aos objetos materiais.
Os dotados de amor, ainda que desprovidos de inteligência, são bons e ingênuos. Os que possuem em si amor e inteligência são bons e dotados de imensa capacidade de mudar a si mesmo, ainda que não sejam capazes de inspirar os outros. Já os que somam essas duas virtudes à vontade, esses são imbatíveis: progridem rapidamente rumo à construção de seus destinos.
Ousei. E por ousar é que me vi indo mais longe do que podia. É necessário saber ousar antes da ousadia. No entanto a vantagem de ousar é que não tem mais volta. É o traçado com o carbono do grafite sem a borracha que o remova. São esses traços espontâneos que ficam imortalizados em meu coração e nas mentes alhures.
O que eu quero, enfim, é ser feliz. Ter a liberdade de saborear a vida com os seus diferentes aromas e texturas. Há nas coisas todas o intangível e o tangível e nós somos também feitos dessa harmonia química. Se há algo mais ousado do que a capacidade de conhecer a nós mesmos, ousemos. Essa tarefa obrigatória antes de precipitar-nos na ousadia é mais árdua do que o lapidar de diamantes: é a quebra de lascas de duras pedras que não são nada fáceis de quebrar. Como os diamantes, polidos somos capazes de ousar mais, querer mais e deixar marcas em tudo o que tocamos. Eis o caminho para pavimentar o seu destino.
Posto isso, confabulei e conspirei para resolver situações que antes não tivesse resolvido. Gerei novos conflitos por querer destrinchar trincheiras de guerras imortais. Há seres dotados de amor e seres dotados de desamor, que confundem isso com desapego às pessoas -- ainda que traduzido em apego aos objetos materiais.
Os dotados de amor, ainda que desprovidos de inteligência, são bons e ingênuos. Os que possuem em si amor e inteligência são bons e dotados de imensa capacidade de mudar a si mesmo, ainda que não sejam capazes de inspirar os outros. Já os que somam essas duas virtudes à vontade, esses são imbatíveis: progridem rapidamente rumo à construção de seus destinos.
Ousei. E por ousar é que me vi indo mais longe do que podia. É necessário saber ousar antes da ousadia. No entanto a vantagem de ousar é que não tem mais volta. É o traçado com o carbono do grafite sem a borracha que o remova. São esses traços espontâneos que ficam imortalizados em meu coração e nas mentes alhures.
O que eu quero, enfim, é ser feliz. Ter a liberdade de saborear a vida com os seus diferentes aromas e texturas. Há nas coisas todas o intangível e o tangível e nós somos também feitos dessa harmonia química. Se há algo mais ousado do que a capacidade de conhecer a nós mesmos, ousemos. Essa tarefa obrigatória antes de precipitar-nos na ousadia é mais árdua do que o lapidar de diamantes: é a quebra de lascas de duras pedras que não são nada fáceis de quebrar. Como os diamantes, polidos somos capazes de ousar mais, querer mais e deixar marcas em tudo o que tocamos. Eis o caminho para pavimentar o seu destino.
segunda-feira, março 10, 2008
Dançando ao som de estrelas
O silêncio à noite é como um grande diamante
precioso, raro e ainda assim resistente
às tentativas do tempo em destruir-lhe o instante
em que nada passou, em que nada está presente.
É o som das estrelas que deve ser admirado
como uma música saborosa aos ouvidos
a fazer-nos despertos e a despertar-nos sentidos
que outrora eram como olhos bem cerrados.
Após ouvi-lo, devemos sentir o som
e apreciar-lhe bem a cor e a textura
com a mão que toca o silêncio e o segura
levando-o para o Artífice de seu dom.
Então podemos dar o passo verdadeiro
daquela dança de ternura e de alegria
sabendo que vivemos cada dia
como o último e também como o primeiro.
As luzes do universo: não podemos tê-las
mas podemos vislumbrá-las em céu aberto.
E ouvir-lhes o ritmo derradeiro e incerto
enquanto seguimos dançando ao som de estrelas.
precioso, raro e ainda assim resistente
às tentativas do tempo em destruir-lhe o instante
em que nada passou, em que nada está presente.
É o som das estrelas que deve ser admirado
como uma música saborosa aos ouvidos
a fazer-nos despertos e a despertar-nos sentidos
que outrora eram como olhos bem cerrados.
Após ouvi-lo, devemos sentir o som
e apreciar-lhe bem a cor e a textura
com a mão que toca o silêncio e o segura
levando-o para o Artífice de seu dom.
Então podemos dar o passo verdadeiro
daquela dança de ternura e de alegria
sabendo que vivemos cada dia
como o último e também como o primeiro.
As luzes do universo: não podemos tê-las
mas podemos vislumbrá-las em céu aberto.
E ouvir-lhes o ritmo derradeiro e incerto
enquanto seguimos dançando ao som de estrelas.
segunda-feira, março 03, 2008
Temos poucas horas
Temos poucas horas e não vamos maldizê-las:
são finitas, feitas de desenhos magistrais
do Artífice da vida e do vibrar das estrelas
cujos traços não entendemos mais.
É com a visão certa, com o olhar apurado
após fazer dentro de si uma viagem
poderemos caminhar por qualquer lado
sem que sobre temor ou falte coragem.
Mas se houver rancor, sentimento inconteste
tragédia que traduz toda alegria em tristeza
As horas temem qual o chão do solo agreste
teme o sol que dele extrai a riqueza.
Se estamos secos, que haja sempre um rio
para fazer-nos lembrar que as suas águas
correm sempre com o tempo sendo o fio
condutor de satisfações ou de mágoas.
Somos todos imortais em essência
mas as horas, essas passam à nossa frente
quanto mais incerta e intransigente
for a nossa inconstante consciência.
Então façamos de nossas horas o que o artista
faz com as arestas dos brutos diamantes
Não há no mundo nada que resista
a um espírito moldado à beleza dos instantes.
são finitas, feitas de desenhos magistrais
do Artífice da vida e do vibrar das estrelas
cujos traços não entendemos mais.
É com a visão certa, com o olhar apurado
após fazer dentro de si uma viagem
poderemos caminhar por qualquer lado
sem que sobre temor ou falte coragem.
Mas se houver rancor, sentimento inconteste
tragédia que traduz toda alegria em tristeza
As horas temem qual o chão do solo agreste
teme o sol que dele extrai a riqueza.
Se estamos secos, que haja sempre um rio
para fazer-nos lembrar que as suas águas
correm sempre com o tempo sendo o fio
condutor de satisfações ou de mágoas.
Somos todos imortais em essência
mas as horas, essas passam à nossa frente
quanto mais incerta e intransigente
for a nossa inconstante consciência.
Então façamos de nossas horas o que o artista
faz com as arestas dos brutos diamantes
Não há no mundo nada que resista
a um espírito moldado à beleza dos instantes.
domingo, fevereiro 17, 2008
Os esquemas
Há muitos esquemas no Universo. O esquema de nossa galáxia, uma espiral com um buraco negro no centro é similar ao esquema da água que vai pelo ralo. Forma-se uma pressão pela atração do que é fluido que toma a forma de um redemoinho. Da mesma forma vamos girando em torno de uma estrela na chamada "zona habitável".
Nessas zonas habitáveis podem ocorrer o que chamaríamos de "chama primordial". Um grande caldo oceânico de água salgada associado a metano e a outras substâncias presentes na terra como os nitratos e outros sais. Juntemos a essa receita um raio ou duas mil tempestades. Os íons disponíveis poderiam possibilitar ligações que formassem aminoácidos e aí a vida teria dado o seu primeiro passo.
No entanto é de se esperar a surpresa e dessa vez ela veio na forma de amor. As primeiras formas de vida precisavam encontrar outras formas para reproduzir e perpetuar aquela ignição química. Essa grande ignição foi sustentada também pela energia da estrela em zona habitável associada ao meio aquoso do grande caldo oceânico que nos permite existir.
O sangue que vai em nossas veias é similar às águas dos oceanos. Não por acaso os remédios administrados por via intravascular são misturados ao soro fisiológico, que nada mais é do que água com sal.
Somos feitos desse caldo de água salgada e dessa terra que está por baixo. Somos frutos de estrelas e cometas que aqui se chocaram trazendo essa quantidade incrível de materiais. Tudo arquitetado para existir a vida que possa apreciar essa obra divina.
Mas como essas moléculas se reuniriam? De forma parecida à galáxia: em espiral. É um esquema comum a nossa galáxia, que está nesse formato. E a proporção de suas voltas é também similar: 1,618 ou Phi. Essa proporção pode ser encontrada em nosso corpo: o comprimento do antebraço em relação ao comprimento da mão.
Esses grandes mistérios eram estudados pelo gênio Leonardo da Vinci. Descobriu-a em diferentes partes da natureza como caracóis, seres humanos e construções gregas. Percebeu uma semelhança em tudo e uma cultura muito antiga aproveitando-se desse conhecimento. Suas obras sempre utilizavam proporções áureas.
Outros esquemas podem ser falados. Jung citava Astrologia e Tarô. Conseguiu com isso definir o que seriam os arquétipos. Há doze signos astrológicos. Jesus, não por acaso, escolheu doze apóstolos. Os signos são manifestações solares, isso é, o Sol tem que passar por uma das doze constelações todo mês em sua viagem anual no plano do céu. Isso significa tempo-espaço, isso é, a Terra voltará a estar naquela posição daqui há um ano. É uma forma de medir o tempo que, a partir do empirismo e da observação humana de milênios, ajudou-nos a decifrar-nos as intenções.
Mas o Tarô, em verdade, não tem arquétipos reais, isso é, grandes emanações que devem ser conduzidas a partir de caminhos. Esses caminhos é que são as 22 cartas do Tarô. As emanações são 10 e onde estamos é o Reino (Malkut), de onde devemos partir certos de nosso destino verdadeiro.
Para aspirarmos ao verdadeiro Conhecimento (D'aat) devemos abster-nos de uma série de coisas e enaltecer uma série de virtudes que já temos. Com isso melhoraremos a nossa vida e seremos capazes de construir o que quisermos para o nosso destino.
Alguns dirão que isso é óbvio. Mas o que é Conhecimento? Os gregos chamavam conhecimento de Gnosis, e era, ao mesmo tempo, a sabedoria e o entendimento associados ao domínio da vida. Sabedoria era a divina intuição que permite decisões corretas e justas. Entendimento, ou Inteligência, é a divina compreensão, ou verbo. É a nossa capacidade de articular idéias a partir de conceitos, palavras, imagens, esquemas lógicos e racionais.
Portanto se quisermos uma imagem feita com um único traço para o nosso universo, podemos desenhar uma espiral.
Trata-se de forma similar à nossa galáxia, ao giro duplo de nossa célula de DNA, a água quando se esvai por um grande buraco e as ondas do mar que empurravam os seres marinhos para a vida na Terra.
Nessas zonas habitáveis podem ocorrer o que chamaríamos de "chama primordial". Um grande caldo oceânico de água salgada associado a metano e a outras substâncias presentes na terra como os nitratos e outros sais. Juntemos a essa receita um raio ou duas mil tempestades. Os íons disponíveis poderiam possibilitar ligações que formassem aminoácidos e aí a vida teria dado o seu primeiro passo.
No entanto é de se esperar a surpresa e dessa vez ela veio na forma de amor. As primeiras formas de vida precisavam encontrar outras formas para reproduzir e perpetuar aquela ignição química. Essa grande ignição foi sustentada também pela energia da estrela em zona habitável associada ao meio aquoso do grande caldo oceânico que nos permite existir.
O sangue que vai em nossas veias é similar às águas dos oceanos. Não por acaso os remédios administrados por via intravascular são misturados ao soro fisiológico, que nada mais é do que água com sal.
Somos feitos desse caldo de água salgada e dessa terra que está por baixo. Somos frutos de estrelas e cometas que aqui se chocaram trazendo essa quantidade incrível de materiais. Tudo arquitetado para existir a vida que possa apreciar essa obra divina.
Mas como essas moléculas se reuniriam? De forma parecida à galáxia: em espiral. É um esquema comum a nossa galáxia, que está nesse formato. E a proporção de suas voltas é também similar: 1,618 ou Phi. Essa proporção pode ser encontrada em nosso corpo: o comprimento do antebraço em relação ao comprimento da mão.
Esses grandes mistérios eram estudados pelo gênio Leonardo da Vinci. Descobriu-a em diferentes partes da natureza como caracóis, seres humanos e construções gregas. Percebeu uma semelhança em tudo e uma cultura muito antiga aproveitando-se desse conhecimento. Suas obras sempre utilizavam proporções áureas.
Outros esquemas podem ser falados. Jung citava Astrologia e Tarô. Conseguiu com isso definir o que seriam os arquétipos. Há doze signos astrológicos. Jesus, não por acaso, escolheu doze apóstolos. Os signos são manifestações solares, isso é, o Sol tem que passar por uma das doze constelações todo mês em sua viagem anual no plano do céu. Isso significa tempo-espaço, isso é, a Terra voltará a estar naquela posição daqui há um ano. É uma forma de medir o tempo que, a partir do empirismo e da observação humana de milênios, ajudou-nos a decifrar-nos as intenções.
Mas o Tarô, em verdade, não tem arquétipos reais, isso é, grandes emanações que devem ser conduzidas a partir de caminhos. Esses caminhos é que são as 22 cartas do Tarô. As emanações são 10 e onde estamos é o Reino (Malkut), de onde devemos partir certos de nosso destino verdadeiro.
Para aspirarmos ao verdadeiro Conhecimento (D'aat) devemos abster-nos de uma série de coisas e enaltecer uma série de virtudes que já temos. Com isso melhoraremos a nossa vida e seremos capazes de construir o que quisermos para o nosso destino.
Alguns dirão que isso é óbvio. Mas o que é Conhecimento? Os gregos chamavam conhecimento de Gnosis, e era, ao mesmo tempo, a sabedoria e o entendimento associados ao domínio da vida. Sabedoria era a divina intuição que permite decisões corretas e justas. Entendimento, ou Inteligência, é a divina compreensão, ou verbo. É a nossa capacidade de articular idéias a partir de conceitos, palavras, imagens, esquemas lógicos e racionais.
Portanto se quisermos uma imagem feita com um único traço para o nosso universo, podemos desenhar uma espiral.
Trata-se de forma similar à nossa galáxia, ao giro duplo de nossa célula de DNA, a água quando se esvai por um grande buraco e as ondas do mar que empurravam os seres marinhos para a vida na Terra.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A Verdade
Se há uma só Verdade, desconheço.
Se é acessível pelo verbo, tampouco.
Se ela é a mesma ainda que do avesso
ou se é a mesma para um gênio ou um louco.
Sei que das linhas da vida que teço
faço um tapete de cores fortes
que brilhe bem entre as vidas e mortes
dos edifícios morais que meço.
Na História há templos que sobem e descem
ao alto da Glória e ao baixo do chão
e Verdades do sim e Verdades do não,
mas a única Verdade permanece:
Somos estrelas, atraímos e aquecemos
nós vivemos e morremos todos iguais
Verdade seja que ao lugar onde iremos
amaremos muito e amaremos mais.
Se é acessível pelo verbo, tampouco.
Se ela é a mesma ainda que do avesso
ou se é a mesma para um gênio ou um louco.
Sei que das linhas da vida que teço
faço um tapete de cores fortes
que brilhe bem entre as vidas e mortes
dos edifícios morais que meço.
Na História há templos que sobem e descem
ao alto da Glória e ao baixo do chão
e Verdades do sim e Verdades do não,
mas a única Verdade permanece:
Somos estrelas, atraímos e aquecemos
nós vivemos e morremos todos iguais
Verdade seja que ao lugar onde iremos
amaremos muito e amaremos mais.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
A Senda do Domínio da Vida
Necessário faz-se dizer que a vida, em suas tortuosas margens, segue como a água de um rio para um destino certo: o fundo dos oceanos. Nós, seres feitos de Hidrogênio, Oxigênio, Carbono e Nitrogênio, frutos férteis das estrelas, estamos aqui com o objetivo de aprender. Ao longo da História da humanidade aprendemos a falar, a escrever e a deixar conhecimento para os próximos que virão, depois de nós, ocupar em corpo e alma a dimensão da matéria.
Somos como que jogados no Reino de Deus para aprender. E o aprendizando não é simples. Começa com os nossos pés, que tocam o chão logo que saídos que somos do meio aquoso do ventre materno. Partimos para o mundo com os dois pés no chão. Para ascender com passos impolutos a escada da sabedoria, temos que nos preparar devidamente.
Aprendemos primeiro a usar os nossos olhos, que ora imersos na escuridão de nada nos serviam. A luz nos ofusca a princípio, mas quando nos acostumamos às cores que ela nos possibilita ver, entendemos a importância da visão em nossas vidas. Já éramos capazes de ouvir no ventre materno, mas não falávamos. E aos poucos vamos aprendendo os Fundamentos essenciais através de nossos sentidos para entender como funciona a vida material.
A partir daí podemos determinar a Senda do Domínio da Vida. Até então a nossa vida dependia do líquido amniótico e da alimentação umbilical. Pouco mais tarde, dependemos ainda que nossos pais nos alimentem devidamente. Daí em diante começamos a caminhar com as nossas próprias pernas. Para obter a Coroa e declararmo-nos Reis de nós mesmos, o primeiro passo é reconhecer a nossa fragilidade. É tendo essa Humildade que podemos expandir a nossa visão e dar o próximo passo.
No passo seguinte deve-se aspirar às Verdades Fundamentais. São os valores morais e a educação básica que nos permite interagir em sociedade e reconhecer no próximo a mesma divindade que há em nós mesmos.
Reconhecendo isso tudo, estamos preparados para o passo seguinte. Somos convidados a sermos sinceros para evitar que a falsidade, a mentira e a discórdia provoque a perda de nosso autodomínio. Não se deve vacilar: a sinceridade, associada à honestidade e a humildade não ofende ninguém. Deve-se ser sincero sem perder o equilíbrio, ou novamente podemos perder a estrada do Domínio da Vida.
Também é necessário confiar. Não apenas confiar em nós mesmos, mas confiar no próximo que, porventura, possa servir-nos com o seu trabalho. Decerto que comemos, mas não o faríamos se outro não plantasse e outro ainda não colhesse. Em tudo há o equilíbrio. Reconhecer a função do próximo em si mesmo é saber que o alimento ora plantado por outro fará parte de nosso corpo. Constituirá nossos ossos. Nisso consiste o conceito de Eternidade. Eternidade das relações, dos ciclos e da Vida. E é com confiança que se atinge esse estágio.
Então somos convidados a conhecer a Beleza do Universo. Ao identificar no mundo que nos cerca a nossa simultânea dependência e independência, somos convidados a ver a Glória do criador. Nessa etapa vemo-nos, mutuamente, dispostos a perdoar e a sermos perdoados. Tal estímulo nos levará a compreender ainda mais a Glória que é viver nesse Reino. E o quanto é importante estarmos ligados a tudo e a todos que nos cercam.
Conheceremos mais duas etapas para obtermos o Domínio da Vida: A Força e a Misericórdia. Muitos dirão que são dois caminhos opostos. E de fato o são. Mas nem por isso deixam de ser complementares. De nada adiantará ter Força para construir um templo se não houver Misericórdia que garanta o descanso dos construtores. De pouco adiantará ter Misericórdia com os desprovidos se não dermo-lhes Força para que eles possam reerguer-se. Entram nessa etapa do caminho dois valores morais de imensa importância: a Admiração pelo próximo, que visa a dar-lhe força, e o Amor ao próximo, que almeja a dar-lhe segurança para que ele possa, também, demandar o Domínio de sua própria vida.
Aí conseguimos Entender o que se passa com o Universo. Nessa etapa, seremos capazes de ter Alegria, sintoma daquelas compreensões interiores que nos acostumamos a chamar de Luz. Luz essa que nos permite vislumbrar o que antes parecia oculto. Que nos permite ver através do véu. Que nos permite transpor e transitar por universos desconhecidos. Universos esses nada mais do que os meandros internos de cada um. Esse Entendimento é sinônimo de Inteligência, que é a capacidade de discernir racionalmente o justo do imperfeito, o perfeito do injusto e a incerteza da exatidão.
Aí poderemos alcançar a tão necessária Sabedoria. Sabedoria que precisa de boas doses de Altruísmo. Vinícius de Moraes, grande poeta e músico brasileiro, já dizia que "Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém". Isso é fato. É necessário sairmos de nossa existência mentalmente para sentir a vida do outro na própria pele. Isso ajuda a aliviar a calma e raiva, pois sentimos no outro os efeitos de nossas palavras antes mesmo de dizê-las.
Sempre que pensamos em homens sábios, não os vemos em momentos extremados de sua vida, e sim com uma serenidade que só seria possível com uma grande vontade de sair de si. O grande mestre e Rei Salomão pediu uma única coisa ao Senhor para governar o seu povo: Sabedoria. Sabedoria que o ajudava a julgar com maestria.
Aí só nos resta ter Fé para chegarmos ao que chamamos Domínio da Vida. Nessa etapa, obtemos a Coroa material de nosso Reino e somos capazes de fazer o que quisermos. Se não quisermos mais nos irritar, não mais nos irritaremos. Se quisermos apenas fazer o nosso trabalho e dele tirar nosso sustento, também poderemos fazer. Se quisermos até mesmo enriquecer materialmente, também poderemos. Desde que apliquemos, desse ponto em diante, tudo o que foi aprendido na Senda do Domínio da Vida. Essa Senda, no entanto, tem dois sentidos. Muitas vezes nos deixamos levar pelos sentimentos e pensamentos negativos e aí passamos de um ponto a outro nessa estrada sem compreender que estamos voltando em vez de avançar. É necessário discernimento para entender a necessidade de ascender, e não de descender.
A espiritualidade não deve ser separada da matéria para compreender tudo isso. Pelo contrário: a matéria tem a sua própria espiritualidade. A espiritualidade está em todas as coisas. Portanto não se deve entender que a Coroa com que nos deveremos investir está longe de nós. Pelo contrário. Está dentro de nós. Cabe a cada um visitar o interior de seu próprio reino para nele descobrir os frutos da profunda paz que almejamos. Essa peça de arquitetura visa a trazer aos irmãos instrumentos harmônicos e universais para que possam adquirir o tão desejado autodomínio. Bem como possam auxiliar os seus próximos na construção apropriada de seus templos interiores.
Convido você, leitor, a tecer os mais belos tapetes, a escolher as mais belas cores e a erigir os templos mais firmes do mundo. São os templos em que somos os sumos sacerdotes: os templos de nossos espíritos.
Somos como que jogados no Reino de Deus para aprender. E o aprendizando não é simples. Começa com os nossos pés, que tocam o chão logo que saídos que somos do meio aquoso do ventre materno. Partimos para o mundo com os dois pés no chão. Para ascender com passos impolutos a escada da sabedoria, temos que nos preparar devidamente.
Aprendemos primeiro a usar os nossos olhos, que ora imersos na escuridão de nada nos serviam. A luz nos ofusca a princípio, mas quando nos acostumamos às cores que ela nos possibilita ver, entendemos a importância da visão em nossas vidas. Já éramos capazes de ouvir no ventre materno, mas não falávamos. E aos poucos vamos aprendendo os Fundamentos essenciais através de nossos sentidos para entender como funciona a vida material.
A partir daí podemos determinar a Senda do Domínio da Vida. Até então a nossa vida dependia do líquido amniótico e da alimentação umbilical. Pouco mais tarde, dependemos ainda que nossos pais nos alimentem devidamente. Daí em diante começamos a caminhar com as nossas próprias pernas. Para obter a Coroa e declararmo-nos Reis de nós mesmos, o primeiro passo é reconhecer a nossa fragilidade. É tendo essa Humildade que podemos expandir a nossa visão e dar o próximo passo.
No passo seguinte deve-se aspirar às Verdades Fundamentais. São os valores morais e a educação básica que nos permite interagir em sociedade e reconhecer no próximo a mesma divindade que há em nós mesmos.
Reconhecendo isso tudo, estamos preparados para o passo seguinte. Somos convidados a sermos sinceros para evitar que a falsidade, a mentira e a discórdia provoque a perda de nosso autodomínio. Não se deve vacilar: a sinceridade, associada à honestidade e a humildade não ofende ninguém. Deve-se ser sincero sem perder o equilíbrio, ou novamente podemos perder a estrada do Domínio da Vida.
Também é necessário confiar. Não apenas confiar em nós mesmos, mas confiar no próximo que, porventura, possa servir-nos com o seu trabalho. Decerto que comemos, mas não o faríamos se outro não plantasse e outro ainda não colhesse. Em tudo há o equilíbrio. Reconhecer a função do próximo em si mesmo é saber que o alimento ora plantado por outro fará parte de nosso corpo. Constituirá nossos ossos. Nisso consiste o conceito de Eternidade. Eternidade das relações, dos ciclos e da Vida. E é com confiança que se atinge esse estágio.
Então somos convidados a conhecer a Beleza do Universo. Ao identificar no mundo que nos cerca a nossa simultânea dependência e independência, somos convidados a ver a Glória do criador. Nessa etapa vemo-nos, mutuamente, dispostos a perdoar e a sermos perdoados. Tal estímulo nos levará a compreender ainda mais a Glória que é viver nesse Reino. E o quanto é importante estarmos ligados a tudo e a todos que nos cercam.
Conheceremos mais duas etapas para obtermos o Domínio da Vida: A Força e a Misericórdia. Muitos dirão que são dois caminhos opostos. E de fato o são. Mas nem por isso deixam de ser complementares. De nada adiantará ter Força para construir um templo se não houver Misericórdia que garanta o descanso dos construtores. De pouco adiantará ter Misericórdia com os desprovidos se não dermo-lhes Força para que eles possam reerguer-se. Entram nessa etapa do caminho dois valores morais de imensa importância: a Admiração pelo próximo, que visa a dar-lhe força, e o Amor ao próximo, que almeja a dar-lhe segurança para que ele possa, também, demandar o Domínio de sua própria vida.
Aí conseguimos Entender o que se passa com o Universo. Nessa etapa, seremos capazes de ter Alegria, sintoma daquelas compreensões interiores que nos acostumamos a chamar de Luz. Luz essa que nos permite vislumbrar o que antes parecia oculto. Que nos permite ver através do véu. Que nos permite transpor e transitar por universos desconhecidos. Universos esses nada mais do que os meandros internos de cada um. Esse Entendimento é sinônimo de Inteligência, que é a capacidade de discernir racionalmente o justo do imperfeito, o perfeito do injusto e a incerteza da exatidão.
Aí poderemos alcançar a tão necessária Sabedoria. Sabedoria que precisa de boas doses de Altruísmo. Vinícius de Moraes, grande poeta e músico brasileiro, já dizia que "Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém". Isso é fato. É necessário sairmos de nossa existência mentalmente para sentir a vida do outro na própria pele. Isso ajuda a aliviar a calma e raiva, pois sentimos no outro os efeitos de nossas palavras antes mesmo de dizê-las.
Sempre que pensamos em homens sábios, não os vemos em momentos extremados de sua vida, e sim com uma serenidade que só seria possível com uma grande vontade de sair de si. O grande mestre e Rei Salomão pediu uma única coisa ao Senhor para governar o seu povo: Sabedoria. Sabedoria que o ajudava a julgar com maestria.
Aí só nos resta ter Fé para chegarmos ao que chamamos Domínio da Vida. Nessa etapa, obtemos a Coroa material de nosso Reino e somos capazes de fazer o que quisermos. Se não quisermos mais nos irritar, não mais nos irritaremos. Se quisermos apenas fazer o nosso trabalho e dele tirar nosso sustento, também poderemos fazer. Se quisermos até mesmo enriquecer materialmente, também poderemos. Desde que apliquemos, desse ponto em diante, tudo o que foi aprendido na Senda do Domínio da Vida. Essa Senda, no entanto, tem dois sentidos. Muitas vezes nos deixamos levar pelos sentimentos e pensamentos negativos e aí passamos de um ponto a outro nessa estrada sem compreender que estamos voltando em vez de avançar. É necessário discernimento para entender a necessidade de ascender, e não de descender.
A espiritualidade não deve ser separada da matéria para compreender tudo isso. Pelo contrário: a matéria tem a sua própria espiritualidade. A espiritualidade está em todas as coisas. Portanto não se deve entender que a Coroa com que nos deveremos investir está longe de nós. Pelo contrário. Está dentro de nós. Cabe a cada um visitar o interior de seu próprio reino para nele descobrir os frutos da profunda paz que almejamos. Essa peça de arquitetura visa a trazer aos irmãos instrumentos harmônicos e universais para que possam adquirir o tão desejado autodomínio. Bem como possam auxiliar os seus próximos na construção apropriada de seus templos interiores.
Convido você, leitor, a tecer os mais belos tapetes, a escolher as mais belas cores e a erigir os templos mais firmes do mundo. São os templos em que somos os sumos sacerdotes: os templos de nossos espíritos.
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